A análise do enxofre é feita baseada na norma ASTM D5453, cuja metodologia é baseada na decomposição total da amostra em um forno a 1050ºC, onde todo o enxofre presente na amostra é convertido a SO2. A detecção é feita através da radiação emitida pelas moléculas de SO2 após sofrerem excitação com uma fonte de luz ultravioleta (fluorescência). Devido à completa decomposição do enxofre na amostra, essa técnica praticamente não apresenta influência de matriz, possibilitando o uso de um único tipo de padrão para analisar qualquer tipo de amostra, sendo essa: petróleo cru, gasolina, diesel, biodiesel, naftas, lubrificantes, óleos vegetais, água, etanol, e outros.
A amostra contendo nitrogênio é decomposta no mesmo forno a 1050ºC, onde todo o nitrogênio presente na amostra é convertido a óxido nitroso (NO). A quantificação do nitrogênio é feita através da quimioluminescência gerada durante a reação entre o NO, proveniente da amostra, e o gás ozônio (O3), proveniente de um gerador interno. Nesta reação, os fótons gerados com a formação do dióxido de nitrogênio (NO2) são captados pelo detector.
Os halogenados são decompostos no forno e passam para um IC para detecção e quantificação.
O equipamento apresenta baixo limite de detecção para todos os elementos analisados (100 ppb para o enxofre, nitrogênio e halogênios), e uma ampla faixa de análise (de 100 ppb a 17% de nitrogênio, de 100 ppb a 40% de enxofre e 100 ppb a 100 ppm de halogênios). Todas as funções são controladas por software, facilitando a execução da análise. Após a construção da curva de calibração usando padrões conhecidos, os resultados das análises são automaticamente calculados pelo software. Inúmeras análises podem ser feitas com apenas uma única curva de calibração.